Maçã
Referência: São Paulo (CEAGESP); varia conforme clima e região.
Calendário de maior oferta
Meses marcados em cor (✦) indicam maior oferta na referência usada; o mês atual tem contorno. Fora deles, o alimento pode continuar disponível, só que mais raro ou mais caro.
Como escolher
Escolha maçãs firmes ao toque, com casca lisa, brilhante e sem partes murchas ou amassadas. A cor varia bastante de uma variedade para outra, então vale confiar mais na textura do que no tom: a casca deve estar tensa, sem rugas, e a fruta deve parecer pesada para o tamanho, sinal de que está suculenta por dentro. Dê uma cheirada perto do cabinho, onde o aroma da maçã costuma ser mais perceptível quando ela está no ponto certo. Evite frutas com furinhos, manchas marrons afundadas ou áreas moles, que costumam indicar machucados ou início de deterioração por dentro, mesmo quando a casca externa ainda parece razoável.
Como guardar
A maçã é uma das frutas que mais aguenta geladeira: guardada na gaveta de legumes e frutas, em saco perfurado ou no próprio saco da feira com algumas aberturas, pode durar de duas a quatro semanas sem perder muito a textura. Fora da geladeira, em temperatura ambiente, dura bem menos tempo, entre cinco e sete dias, porque amadurece mais rápido. Vale manter as maçãs afastadas de outras frutas muito sensíveis, porque elas liberam um gás que acelera o amadurecimento dos vizinhos na fruteira.
Usos na cozinha
Crua, a maçã rende saladas, lanches práticos e acompanha bem queijos e castanhas em uma tábua simples. Cortada em fatias finas, pode ser refogada rapidamente na manteiga com canela para acompanhar panquecas ou carnes como lombo e pernil. No forno, assada inteira ou em pedaços, vira uma sobremesa rústica com pouco preparo, e cozida com um pouco de água se transforma em compota ou purê, usados em tortas, bolos e recheios. A casca, quando a fruta está bem lavada, pode ir junto em muitos desses preparos, mudando pouco a textura final.
Curiosidade
A macieira é originária da região entre o Cazaquistão e a China, de onde se espalhou pelo mundo ao longo de milênios de cultivo. No Brasil, a fruta se adaptou bem às regiões mais frias do Sul, especialmente Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que concentram a maior parte da produção nacional e garantem safra farta justamente nos meses de outono.
Fontes
- CEAGESP — Boletim de sazonalidade do entreposto de São Paulo (consultado em 2026-11-06)
- Embrapa — Ficha técnica de cultivo e pós-colheita (consultado em 2026-11-06)