Limão
Referência: São Paulo (CEAGESP); varia conforme clima e região.
Calendário de maior oferta
Meses marcados em cor (✦) indicam maior oferta na referência usada; o mês atual tem contorno. Fora deles, o alimento pode continuar disponível, só que mais raro ou mais caro.
Como escolher
Um bom limão tahiti, o mais comum nas feiras brasileiras, tem casca lisa, brilhante e firme, sem partes moles ou manchas marrons grandes. Pegue o fruto na mão: ele deve parecer pesado para o tamanho, sinal de que está suculento por dentro; limões leves e com casca ressecada costumam estar com menos suco. A cor ideal é um verde vivo, mas um limão que já está virando amarelo não é defeito — só indica que está mais maduro e, geralmente, um pouco menos ácido. Evite frutos com a casca enrugada ou com pontos afundados, porque isso é sinal de que começaram a perder água e qualidade.
Como guardar
O limão aguenta bem alguns dias fora da geladeira, em local fresco e arejado, longe do sol direto. Para durar mais — geralmente de duas a quatro semanas — o ideal é guardar na gaveta de frutas e legumes da geladeira, de preferência dentro de um saco plástico com pequenos furos, o que ajuda a manter a umidade sem acumular mofo. Se já cortou o limão e não vai usar tudo, guarde a parte restante em um pote fechado na geladeira por um ou dois dias. O suco espremido também pode ser congelado em forminhas de gelo, uma solução prática para ter limão pronto sem precisar descongelar a fruta inteira.
Usos na cozinha
O limão está presente em quase toda cozinha brasileira, do tempero do dia a dia às bebidas. O suco realça o sabor de carnes, peixes e frutos do mar, e também ajuda a equilibrar pratos mais gordurosos ou doces. A casca, rica em aroma, pode ser raspada para dar perfume a bolos, molhos e arroz, sempre com cuidado para usar só a parte colorida, sem o branco amargo. É ingrediente clássico de sucos e caipirinhas, e também entra em conservas e marinadas, onde a acidez ajuda a amaciar e dar sabor a carnes antes de ir à grelha ou ao forno.
Curiosidade
O limão tahiti que domina as fruteiras brasileiras na verdade não tem sementes na maioria dos frutos e chegou ao país a partir de mudas importadas no século vinte, espalhando-se rápido por ser mais resistente a doenças do que outras variedades de limão cultivadas antes dele no país.
Fontes
- CEAGESP — Boletim de sazonalidade do entreposto de São Paulo (consultado em 2026-11-06)
- Embrapa — Ficha técnica de cultivo e pós-colheita (consultado em 2026-11-06)