Inhame
Referência: São Paulo (CEAGESP); varia conforme clima e região.
Calendário de maior oferta
Meses marcados em cor (✦) indicam maior oferta na referência usada; o mês atual tem contorno. Fora deles, o alimento pode continuar disponível, só que mais raro ou mais caro.
Como escolher
Prefira inhames firmes, pesados para o tamanho e sem partes moles ao toque. A casca deve estar inteira, sem muitos cortes, bolhas ou manchas escuras maiores. Um inhame bom costuma ter a casca áspera e terrosa, cheia de pequenas raízes finas, sinal de que não foi lavado e perde umidade com o tempo. Evite exemplares com brotos verdes já crescidos, com cheiro de mofo ou com partes amolecidas, porque isso indica que o inhame já está passando do ponto. Como por dentro ele não dá para ver antes da compra, é melhor comprar em pequenas quantidades e observar a textura ao cortar em casa.
Como guardar
O inhame se conserva melhor fora da geladeira, em local seco, fresco e ventilado, como faria com batata ou mandioca — o frio da geladeira pode deixar a polpa com uma textura estranha. Guardado assim, dura de duas a três semanas. Depois de descascado e cortado, perde essa resistência e precisa ir para a geladeira, em água ou saco fechado, para ser usado em até dois dias. Também pode ser cozido e congelado, o que facilita o preparo depois. Vale lembrar de manter sempre longe da luz direta, que favorece o brotamento mais rápido.
Usos na cozinha
O inhame cozido é usado como acompanhamento no lugar da batata, sozinho ou amassado em purê. Entra também em sopas e caldos, onde libera um amido que deixa o líquido mais cremoso. Frito em rodelas ou palitos, depois de pré-cozido, fica crocante por fora. Em algumas regiões do Brasil, principalmente no Nordeste, o inhame é ingrediente tradicional de pratos de festa e também aparece em bolos e papas para bebês, pela textura macia depois de bem cozido. Ralado cru, embora menos comum, pode ser usado em bolinhos e frituras simples.
Curiosidade
O inhame é cultivado há milhares de anos em regiões tropicais da Ásia e da África, e chegou ao Brasil ainda no período colonial. É um alimento de forte presença cultural em festas populares do Nordeste, especialmente nas comemorações de junho, quando aparece cozido ao lado do milho e de outras raízes.
Outras fichas de Raízes e tubérculos
Fontes
- CEAGESP — Boletim de sazonalidade do entreposto de São Paulo (consultado em 2026-11-06)
- Embrapa — Ficha técnica de cultivo e pós-colheita (consultado em 2026-11-06)