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Raízes e tubérculos

Cenoura

Daucus carota subsp. sativus

Cenoura em close-up
Foto: Matt Webster via Pexels (Pexels License — uso livre, com crédito ao fotógrafo)

Referência: São Paulo (CEAGESP); varia conforme clima e região.

Calendário de maior oferta

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jul
ago
set
out
nov
dez

Meses marcados em cor (✦) indicam maior oferta na referência usada; o mês atual tem contorno. Fora deles, o alimento pode continuar disponível, só que mais raro ou mais caro.

Como escolher

Na hora de escolher a cenoura, prefira as que estão firmes ao toque, sem partes moles ou murchas, e com a casca lisa, sem rachaduras profundas. A cor alaranjada deve ser viva e uniforme; cenouras pálidas ou com manchas esverdeadas perto do talo costumam ser mais amargas. Se ainda tiver as folhas no topo, veja se estão verdes e frescas — isso é um bom sinal de que a cenoura foi colhida há pouco tempo. Evite as que estão rachadas na ponta ou com pequenos brotos saindo da raiz, sinal de que já estão envelhecendo. Cenouras menores e mais finas tendem a ser mais tenras, enquanto as grandes e grossas podem ter um miolo mais fibroso.

Como guardar

A cenoura se guarda bem na geladeira, dentro de um saco plástico ou pote fechado, na gaveta de legumes. Se vier com as folhas, corte-as antes de guardar, porque elas roubam a umidade da raiz e fazem a cenoura murchar mais rápido. Guardada assim, costuma durar de duas a três semanas sem perder a firmeza. Não é preciso lavar antes de guardar; lave só na hora de usar. Se notar que a cenoura está murchando, um banho de água fria por algumas horas ajuda a recuperar parte da textura. Fora da geladeira, em local fresco e escuro, ela dura poucos dias.

Usos na cozinha

A cenoura é um dos legumes mais versáteis da cozinha brasileira. Crua e ralada, entra em saladas e refogados rápidos; em palitos, acompanha patês e molhos. Cozida, vira purê, soufflê ou base para sopas e caldos, dando cor e um toque adocicado. Refogada com cebola e alho, é a base de muitos pratos de arroz e feijão. Também aparece em bolos e pães doces, substituindo parte do açúcar pela doçura natural da raiz. No vapor ou assada em rodelas com um fio de óleo, fica macia e levemente caramelizada. Picada bem fina, some dentro de recheios de tortas salgadas e almôndegas, dando suculência sem alterar muito o sabor do prato.

Curiosidade

A cenoura que conhecemos hoje, laranja e doce, é resultado de séculos de seleção feita por agricultores, principalmente na Holanda, a partir de variedades originalmente roxas e amarelas cultivadas na Ásia Central. A cor alaranjada ficou tão associada à raiz que até hoje muita gente não sabe que existem cenouras roxas, brancas e vermelhas, ainda cultivadas em algumas regiões do mundo.

Fontes

  • CEAGESP — Boletim de sazonalidade do entreposto de São Paulo (consultado em 2026-11-06)
  • Embrapa — Ficha técnica de cultivo e pós-colheita (consultado em 2026-11-06)