Alecrim
Referência: São Paulo (CEAGESP); varia conforme clima e região.
Calendário de maior oferta
Meses marcados em cor (✦) indicam maior oferta na referência usada; o mês atual tem contorno. Fora deles, o alimento pode continuar disponível, só que mais raro ou mais caro.
Como escolher
Escolha ramos de alecrim com folhas verde-escuras, firmes e bem fixas ao talo, sem caírem facilmente ao toque. O ramo deve estar rígido, não murcho, e o aroma, ao aproximar o nariz, precisa ser forte e resinoso, bem característico da planta. Evite ramos com folhas secas, acastanhadas ou que se desmancham com facilidade, sinal de que já estão guardados há muito tempo. Como o alecrim é uma planta resistente, de folhas rígidas que perdem água mais lentamente que outras ervas, ele se mantém bom por mais tempo depois de colhido, mas ainda assim tem períodos do ano em que aparece com ramos mais viçosos e abundantes.
Como guardar
O alecrim é um dos temperos frescos mais resistentes fora da geladeira, podendo ficar alguns dias em local fresco e ventilado sem murchar muito. Para durar mais, guarde os ramos envoltos em papel-toalha ou pano levemente úmido, dentro de um saco plástico, na geladeira — assim aguenta duas semanas ou mais. Também pode ser guardado em pé, em copo com um pouco de água, como as demais ervas de maço. Outra forma prática é secar os ramos à sombra, em local ventilado; depois de secas, as folhas se conservam por meses em um pote bem fechado, fora da geladeira.
Usos na cozinha
O alecrim tem aroma forte e marcante, por isso costuma ser usado em pequenas quantidades. É clássico em assados de carne, frango e batatas, onde os ramos inteiros perfumam o prato durante o cozimento. Também aparece em marinadas, azeites aromatizados e pães rústicos, onde as folhas picadas se misturam à massa. Um ramo inteiro dentro de um caldo ou sopa dá um aroma sutil sem deixar o sabor forte demais, bastando retirá-lo antes de servir. Picado fino, pode ser usado com moderação em molhos para carnes grelhadas e legumes assados no forno.
Curiosidade
O alecrim é nativo da região do Mediterrâneo e era associado, desde a Antiguidade, à memória e à proteção em diversas culturas, aparecendo em rituais gregos e romanos. Seu nome em latim antigo remete à expressão 'orvalho do mar', numa referência ao seu habitat natural em encostas próximas ao litoral.
Outras fichas de Temperos frescos
Fontes
- CEAGESP — Boletim de sazonalidade do entreposto de São Paulo (consultado em 2026-11-06)
- Embrapa — Ficha técnica de cultivo e pós-colheita (consultado em 2026-11-06)